Fragmento da Odisseia

Um fragmento de pergaminho de 1.700 anos da “Odisseia”, de Homero, foi descoberto na Universidade de Utrecht, na Holanda.

  • Quem achou: O pesquisador Mark de Kreij, da Universidade Radboud.
  • Onde estava: Na biblioteca da Universidade de Utrecht, em meio a uma coleção de manuscritos antigos adquirida em meados do século XX.
  • Tamanho e formato: Mede 6,6 por 7,7 centímetros (semelhante a um cartão de baralho ou edição de bolso do tamanho de um Kindle).
  • Origem estimada: Produzido no Egito por volta do ano 300 d.C. (provavelmente na região do oásis de Faium).
  • O trecho: Pertence ao Livro 12 da “Odisseia”.
  • A história: Narra o momento em que os marinheiros de Odisseu abatem e comem o gado sagrado do deus do Sol (Hélio), o que leva Hélio a pedir a Zeus que puna o grupo com uma tempestade mortal.
  • Raridade: Existem apenas cerca de 30 fragmentos antigos semelhantes da “Odisseia” conhecidos em todo o mundo.

Notícia na CNN: https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/fragmento-de-1-700-anos-da-odisseia-e-encontrado-e-relata-chegada-a-ilha-sagrada-do-deus-do-sol/

Notícia na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/10/fragmento-raro-da-odisseia-com-mais-de-1700-anos-e-encontrado-na-holanda.shtml

Cores!

A história das cores é sempre um assunto interessante.

Aqui, disponibilizamos alguns links sobre o assunto:

Série Behind the masterpiece

Green – https://behindthemasterpiece.substack.com/p/history-of-the-color-green

Yellow – https://behindthemasterpiece.substack.com/p/history-of-the-color-yellow

Red – https://behindthemasterpiece.substack.com/p/a-history-in-red

White – https://behindthemasterpiece.substack.com/p/history-of-the-color-white

Blue – https://behindthemasterpiece.substack.com/p/a-history-in-blue

Black – https://behindthemasterpiece.substack.com/p/a-history-in-black

 

Série BBC A History of Art in Three Colours – https://www.bbc.co.uk/programmes/b01l9mf8

From Picasso and Hokusai’s Prussian Blue to Vermeer’s shade of red: A history of art in seven colours – https://www.bbc.com/culture/article/20230428-a-history-of-art-in-7-colours

A Brief History of Color in Art – https://www.artsy.net/article/the-art-genome-project-a-brief-history-of-color-in-art

The History of Colour: Lifocolor Explains the Evolution from the First Colourants to Modern Pigments for Plastics – https://www.lifocolor.de/en/news-events/the-history-of-colour/

The History of Color (Science History Institute) – https://www.sciencehistory.org/stories/stories-by-topic/the-history-of-color/

The Dark, Twisted History of Color – https://nicolecicak.com/blog/2022/the-dark-twisted-history-of-color

The History of a Color – https://press.princeton.edu/series/the-history-of-a-color

Pigments, dyes and hues: A brief history and evolution of colours – https://rockfoncolours.com/a-brief-history-and-evolution-of-colours/

 

Música de Hieronymus Bosch

O Jardim das Delícias Terrenas (c. 1500) é um tríptico de Hieronymus Bosch, que descreve a história do Mundo a partir da criação, apresentando o Jardim do Éden na asa lateral esquerda e o Inferno na asa lateral direita. Um dos muitos detalhes interessantes nessa obra é a partitura pintada na… errr… bem… no traseiro de um dos personagens.

 

Jardim das Delícias Terrenas (detalhe), Hieronymus Bosch
Jardim das Delícias Terrenas (detalhe), Hieronymus Bosch

Isso é como a música soa:

 

Saiba mais sobre Hieronymus Bosch:

 


 

Fonte: BLINDERMAN, Ilia. Hear the Song Written on a Sinner’s Buttock in Hieronymus Bosch’s Painting The Garden of Earthly Delights. In: Open Culture, 23/05/2024. Disponível em: <https://www.openculture.com/2024/05/hear-the-song-written-on-a-sinners-buttock-in-hieronymus-boschs-painting-the-garden-of-earthly-delights.html>. Acesso em: 30/04/2026.

A “Dama com Leque” de Manet

Fotografia Redescoberta Lança Luz sobre Jeanne Duval

A “Dama com Leque” de Manet

Acesse The Conversation para o artigo original na íntegra

Uma fotografia extraordinária, descoberta recentemente, tem trazido novas perspectivas sobre Jeanne Duval, a musa e amante de longa data do poeta francês Charles Baudelaire. Nascida no Haiti, Duval era até então considerada uma figura não fotografada, o que a tornava um mistério ainda maior para estudiosos feministas e pós-coloniais.

A Descoberta das Fotografias

A primeira imagem, um retrato de uma mulher sentada vestindo roupas burguesas elegantes, foi notada na página da Wikipedia em inglês dedicada a Jeanne Duval. A fotografia, impressa em um pequeno carte de visite (cartão de visita fotográfico) datado de 18 de agosto de 1862, havia sido descoberta nos arquivos franceses por uma pesquisadora e documentada online em 2021.

Ao visitar os arquivos, a autora do artigo original, Maria C. Scott, encontrou um segundo carte de visite ao lado do primeiro. Este segundo cartão continha o mesmo nome (“Jeanne”), a mesma data e provinha do mesmo estúdio fotográfico – o Atelier Nadar. No registro de depósito legal, ambos os cartões foram catalogados como “idem” (o mesmo).

 

A segunda fotografia de Duval. Bibliothèque nationale de France.
A segunda fotografia de Duval. Bibliothèque nationale de France.

 

Nesta segunda fotografia, Jeanne aparece em pé, em uma pose incomumente rígida. Ela veste um vestido de noite com os ombros à mostra, e seu cabelo liso é adornado com uma simples faixa. A análise digital em alta resolução revelou fortes semelhanças entre as modelos de ambas as fotos, como a linha do cabelo, uma marca na testa e um anel no mesmo dedo, confirmando que se tratava da mesma pessoa: Jeanne Duval.

A Conexão com Édouard Manet

Um detalhe particularmente revelador na segunda fotografia é o crucifixo apoiado na clavícula e os grandes brincos. Joias muito semelhantes são usadas pela modelo no retrato Dama com Leque (1862), de Édouard Manet.

 

"Mulher com um Leque" (La Femme à l'éventail) Edouard Manet, 1862
“Mulher com um Leque” (La Femme à l’éventail) Edouard Manet, 1862

 

A pose desajeitada e a expressão facial da modelo na pintura de Manet frequentemente foram interpretadas como reflexos das dificuldades e doenças que Duval enfrentava na época. Ela passava por graves problemas financeiros e sofria de paralisia no lado direito do corpo desde um derrame em 1859.

As historiadoras da arte Griselda Pollock e Therese Dolan já haviam especulado que Manet poderia ter trabalhado a partir de uma fotografia ou carte de visite de Duval para criar Dama com Leque. As semelhanças faciais, de expressão e de sombreamento entre a fotografia de Jeanne em pé e os retratos de Manet (tanto a óleo quanto em aquarela) parecem confirmar que Duval é, de fato, a mulher em todas essas obras.

Motivações por Trás das Fotografias

A razão pela qual essas fotografias foram tiradas permanece objeto de debate. É importante notar que Manet, Félix Nadar (dono do estúdio fotográfico) e Baudelaire eram amigos íntimos, e que Duval havia se separado do poeta, aparentemente de forma definitiva, em 1861.

Pesquisadores franceses descobriram recentemente que Jeanne Duval faleceu em um asilo para pobres apenas seis anos após a realização desses retratos. Até então, seu destino final era desconhecido.

Como conclui a autora do artigo, essas fotografias revelam a resistência de Duval a enquadramentos simplistas e atestam sua dignidade silenciosa, oferecendo um vislumbre raro e valioso da mulher real por trás do mito literário e artístico.

Referência

SCOTT, Maria C. Rediscovered photograph sheds light on Jeanne Duval – Manet’s Lady with a Fan. The Conversation, 5 fev. 2026. Disponível em: https://theconversation.com/rediscovered-photograph-sheds-light-on-jeanne-duval-manets-lady-with-a-fan-275051. Acesso em: 28 abr. 2026.

Prisão de artista por esculturas feitas há 15 anos

Prisão de artista por esculturas feitas há 15 anos revela novos extremos da censura na China

Os irmãos chineses Gao Zhen e Gao Qiang (na imagem) ganharam destaque no cenário artístico da China nos anos 1990 e 2000, conquistando reconhecimento internacional por obras que satirizavam a política de seu país
Os irmãos chineses Gao Zhen e Gao Qiang (na imagem) ganharam destaque no cenário artístico da China nos anos 1990 e 2000, conquistando reconhecimento internacional por obras que satirizavam a política de seu país

 

Trecho:

A obra Execution of Christ (A Execução de Cristo, em tradução literal) foi exibida em 2009. Também naquele ano, Mao’s Guilt (A Culpa de Mao) apresentou uma réplica em tamanho real do chamado líder supremo da China, ajoelhado em uma postura de contrição solene.

Mas foi somente 15 anos depois que as obras, que satirizam uma das figuras mais controversas da China, custaram a liberdade de Gao Zhen.

O artista de 69 anos, que se mudou para os Estados Unidos em 2022, foi preso em seu estúdio nos arredores de Pequim, na China, em meados de 2024, enquanto visitava a família. As autoridades apreenderam suas obras de arte e impediram sua mulher e seu filho de sete anos de deixarem o país.

Leia a matéria na íntegra no site da BBC News

Bistrôs parisienses

Paris Bistros: Iconic Places and Space for Art

Paris Bistros: Iconic Places and Space for Art

Excelente artigo no Daily Art Magazine sobre a relação dos bistrôs parisienses com a arte.

Trecho:

A large group of painters was fascinated by the global atmosphere of the Parisian bistros, as seen from the street.

One of them was Vincent van Gogh (1853–1890), who spent some years in Paris. In 1886 he represented a famous café in Montmartre, without focusing on people (who in fact are roughly sketched, not recognizable) but rather on tables, benches, and exclusive areas which almost recall chapels. The brushstrokes and the everyday subject are surely Vincent’s!

Como era de se esperar, muita coisa do Impressionismo e do Pós-Impressionismo.

Merece seu clique.

Vincent van Gogh, La Guinguette à Montmartre, 1886, Musée d’Orsay, Paris, France.
Vincent van Gogh, La Guinguette à Montmartre, 1886, Musée d’Orsay, Paris, France.

Múmias e a Ilíada

Arqueólogos espanhóis encontram múmia com um fragmento da “Ilíada” no interior, no Egito

Arqueólogos espanhóis encontram múmia com um fragmento da "Ilíada" no interior, no Egito

 

Trecho:

Uma missão hispano-egípcia em Oxyrhynchus descobriu um complexo funerário romano com papiros, múmias decoradas e placas de ouro, incluindo um texto do poema épico de Homero.

Os trabalhos arqueológicos levados a cabo pela Universidade de Barcelona e pelo Instituto do Próximo Oriente Antigo em Al Bahnasa, na antiga Oxirrinquia, a cerca de 190 quilómetros a sul do Cairo, revelaram um achado excecional: uma múmia que contém um fragmento de papiro com versos do segundo canto da “Ilíada”, o poema épico atribuído a Homero.

Leia a íntegra da matéria no site da EuroNews

 

The Warburg Institute Iconographic Database

The Warburg Institute Iconographic Database.

The Warburg Institute Iconographic Database The Warburg Institute Iconographic Database

“The Warburg Institute is the premier institute in the world for the study of cultural history and the role of images in culture. It is cross-disciplinary and global. It is concerned with the histories of art and science, and their relationship with superstition, magic, and popular beliefs. Its researches are historical, philological and anthropological. It is dedicated to the study of the survival and transmission of cultural forms – whether in literature, art, music or science – across borders and from the earliest times to the present.”